Na última semana, diversos meios de comunicação divulgaram o Acordar do Gigante, parte da campanha Keep Walking da Johnnie Walker, marca de whisky mais conhecida no país. Intervalos televisivos, centenas de shares no Facebook enfim, a campanha está na boca dos apreciadores de bebidas. Mas o que está por trás dessa superprodução que envolveu aproximadamente 420 profissionais de 11 nacionalidades diferentes, mais de 12 mil horas de processo de computação gráfica e seis dias de filmagem (dados da revista Época). Porque a marca de whisky que mais cresce no país, em torno de 30% apenas no último ano, investiu pesado na campanha brasileira e o que ela quer dizer para o mundo?!

De acordo com Otto von Sothen,presidente da Diageo, o Brasil é o país do presente e do futuro e ele ainda cita que em apenas três anos teremos mais de 10 milhões de novos consumidores no segmento de luxo, o que torna o Brasil uma potência consumidora.

Ok, entendi agora, somos o tal do gigante adormecido, uma bela sacada que remete às antigas crenças dos povos que viveram aqui há muitos e muitos anos atrás. Fui pesquisar um pouco mais sobre esse tal gigante. Existem diversas lendas que rezam que muito antes de qualquer civilização alguns gigantes de pedra residiam o continente sul americano e que alguns deles se cansaram de caminhar e se deitaram, adormecendo. O restante, fica por conta da ótima narrativa que encontrei neste blog, para que entendam a estória:

“No início dos tempos, na parte sul das Américas, habitava um gigante. Um dos poucos que andavam sobre a Terra.

Gigante pela própria natureza, e sendo natureza ele próprio, era feito de rochas, terra e matas, que moldavam sua figura. Pássaros e bichos pousavam e viviam em seu corpo e rios corriam em suas veias. Era como um imenso pedaço de paisagem que andava e tinha vontade própria.

Caminhava com passadas vastas como vales e tinha a estatura de montanhas sobrepostas. Ao norte, em seu caminho, encontrava sol quente e brilhante nas quatro estações do ano. Ao sul, planaltos infindáveis. A oeste, planícies e terras cheias de diversidade. E a leste, quilômetros e quilômetros de praias onde o mar tocava a terra gentilmente, desde sempre. Havia também uma floresta como nenhuma outra no planeta. Tão grande, verde e viva que funcionava como o pulmão de todo o continente à sua volta. Mesmo diante de tudo isso, um dia, enquanto caminhava, o gigante se inquietou.

Parou então à beira-mar e ali, entre as águas quentes do Atlântico e uma porção de terra que subia em morros, deitou-se. E, deitado nesse berço esplêndido, olhou para o céu azul acima se perguntando: “O que me faz gigante?”. Em seguida, imaginando respostas, caiu em sono profundo.

Por eras, que para os gigantes são horas, ele dormiu. Seu corpo gigantesco estirado, o joelho dobrado formando um grande monte, uma rocha imensa denunciando seu torso titânico e a cabeça indizível, coberta de árvores e limo. Dormiu até se tornar lenda no mundo. Uma lenda que dizia que o futuro pertencia ao gigante, mas que ele nunca acordaria e que o futuro seria para ele sempre isso: futuro.

No entanto, com o passar do tempo ficou claro que nem mesmo as lendas devem dizer “nunca”. Depois de muito sonhar com a pergunta sobre si, o gigante finalmente despertou com a resposta. Acordou, ergueu-se sobre a terra da qual era parte e ficou de frente para o horizonte. Tirou então um dos pés do chão e, adentrando o mar, deu um primeiro passo. Um passo decidido em direção ao mundo lá fora para encontrar seu destino.

Agora sabendo que o que o faz um gigante não é seu tamanho, mas o tamanho dos passos que dá.”

Aos que ainda não viram o vídeo, segue o link abaixo:

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