Luiz Felippe Mascella volta aos clássicos e suas “famílias” para sacudir a coquetelaria de São Paulo

O Regô, comandado por Luiz Felippe Mascella, lança uma nova carta de drinques brincando com conceitos do que seria “ortodoxo” e “heterodoxo” no mundo das bebidas e pretende sacudir a cena da coquetelaria mais uma vez.

“Com o passar dos anos, a nossa exigência e a dos clientes mudou. Aliás, observamos essa mudança na cidade inteira – com cada vez mais bares servindo craft coquetéis clarificados , com 2, 3 ou até 4 produções dentro do copo”, disse Luiz.

“Nada contra isso. Ao contrário. Mas o  mercado começou a se tornar mais do mesmo. Por isso, resolvi que era hora de mudar, voltar às nossas origens – e investir em coquetéis mais secos e amargos. Sem esquecer, é claro, dos mais comerciais”, completou.

Neste contexto, o Regô decidiu selecionar seis das principais famílias de coquetéis e dividi-los em maneiras ortodoxas (clássicas) e heterodoxas (autorais) de prepará-los. As seis famílias são: Dry Martini, Manhattan, Old Fashioned, Daiquiri, Sidecar e Highball.

Entre os dry martinis ortodoxos estão o “Martini Clássico”, o “Vodca Martini” e o “Vesper”. Já na área da heterodoxia vamos de duas criações do Regô, o Martini da Casa – um serviço especial com sake Hommare Miyako, gim Tanqueray, jerez fino e vermute seco (servido com três guarnições e cascas de frutas para o cliente finalizar da maneira que preferir). O outro drink da família é o Rouge Martini – com gim, morango, vermute branco, vermute seco, sal e tintura de hibisco.

Com os Manhattans, a casa apresenta os clássicos ortodoxos: o próprio Manhattan, o Rat Pack Manhattan e o Black Manhattan. Nas criações do Regô, temos: o Manhattan da Casa ( bourbon, rye uísque, punt e mes, bitters e cereja amarena) e o Martinez 10 e Faixa (com uísque escocês, cumaru, gim, vermute tinto, luxardo maraschino e amaro).

Para o Old Fashioned, clássicos pouco reproduzidos estão entre os ortodoxos. Além, claro, do próprio Old Fashioned, estão na carta o Chrysanthemum (vermute seco, bénédictine e absinto) e o Cold Girl Fever (uísque escocês, uísque defumado, água de mel e angostura).

Entre os heterodoxos, estão o Old Fashioned da Casa (que mistura bourbon e rye uísque), o R U (coco)Nuts (com bourbon, coco, cachaça em umburana, xarope de goma, angostura e bitter de chocolate) e o Dr. Bitt (uísque escocês, vinho do porto tinto, calvados, benedictine e uva passa).

Na família do Daiquiri vem o próprio Daiquiri, claro, e também o Southside e o Bee’s Kness. Já entre as criações do Regô, encontramos o Daiquiri da Casa (rum, cachaça branca, limão taiti e xarope simples), o Malacabado (uísque escocês, limão taiti, uísque defumado, xarope de hortelã e Abadia 54), e o Call Me Cheesy (gim, aperol, limão taiti, grapefruit, xarope simples e mascarpone).

Para o time do Sidecar foram escalados os clássicos Peg Club e Margarita – além do próprio Sidecar. Já o Sidecar da Casa vem com pisco, Cointreau, vermute branco e verjus. Além dele, a família heterodoxa tem a presença do Il Carrozzino – com vermute seco, limão siciliano, limoncello, grappa di moscato, xarope simples e iogurte sem lactose).

Por fim, no time dos Highballs, a casa apresenta o Americano e a Paloma – bem como o Highball de uísque. Já o Highball da Casa (foto ao lado) vai brandy de jerez, verjus de maça verde e cidra. Além disso, o refrescante Cucumber Again – com vermute branco, cachaça branca, pepino, limão taiti, xarope simples e sal.


Sobre o Regô

Localizado em plena Rua Rego Freitas, na República, é o primeiro projeto solo de Luiz Felippe (veja bio abaixo). Aberto em 2019, para ser um ‘boteco de coquetelaria’, como o próprio Luiz Felippe gosta de definir.
A cozinha segue a proposta casual e aposta em petiscos e sanduíches, dos quais as estrelas são: porção de coxinha de galinha caipira (R$ 35); porcovo (R$ 31) e ‘pão com ovo’ (R$ 33).

Luiz Felippe Mascella, paulistano, 30 anos, que nasceu e desde criança acompanhou seu pai,  Lulão, trabalhar como empresário do setor de restaurantes. Aos 14 anos, começou ajudá-lo como garçom e no que mais fosse preciso. Em 2013, fez estágio no restaurante Spot e na sequência, foi para o Ritz; e, antes do voo solo, aportou no Picco, casa de seu irmão mais velho, Lula Mascella, outro celebrado nome da coquetelaria nacional. Hoje, assina a carta também de vários bares pelo Brasil, como Ton Hoi e Mag, em São Paulo, SP; e Iracema, em Brasília, DF.

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