Os 5 licores brasileiros que todo bar deveria ter

PARATIANA | Licor de jabuticaba

Paratiana é um alambique e também uma loja/empório de cachaça e outras bebidas como licores e doces regionais.
Localizada no centro de Parati, é desde 1999 um ótimo local para visitar na cidade histórica do Rio de Janeiro. O alambique, mais afastado do centro, também pode ser visitado diariamente.

É lá que eles produzem o Licor de Jabuticaba Paratiana, que como poucas pessoas sabem, leva como base uma das únicas frutas tipicamente brasileiras, a jabuticaba. A ótima qualidade do produto, mantendo a sensação deliciosa de se consumir um produto artesanal fazem com que esse licor, deveria ter seu lugar em prateleiras de bares do mundo inteiro.
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1727 | Licor de café

O licor de café 1727 é algo surpreendente, quando comparado aos licores importados que sempre recebemos.
Produzido pela competente Vale Verde, que também produz diversas cachaças, combina o melhor de duas paixões nacionais, cachaça e café.

Todo os grãos de café utilizados são 100% arábica, o que já é uma raridade nesse mercado de bebidas doces e pesadas e o aroma e sabor são retirados por extração cítrica de arraste, feito com gás carbônico. Essa escolha permite uma bebida leve, saborosa e delicada.

De acordo com o empresário mineiro Luiz Otávio Pôssas Gonçalves, 1727 foi escolhido por ser o ano de chegada do café no Brasil. Tente imaginar quantos bares pelo mundo não servem Espresso Martini todos os dias. É lá que 1727 deveria estar.

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CEDILLA | Licor de açaí com cachaça

Cedilla é o mais novo produto desenvolvido pela Destilaria Maison Leblon, de Patos de Minas, MG.
De lá também saem as premiadas Cachaça Leblon e a envelhecida Signature Merlet.

Criação do obstinado Gilles Merlet, master distiller de cognac, na França, Cedilla teve um longo processo de desenvolvimento até chegar no seu ápice. Tudo isso porque o produto escolhido não é o conhecido açaí, frutinha gordurosa e difícil de manejar, que precisou de anos de estudo para que se conseguisse chegar na fórmula ideal.
Aproximadamente 500 frutas para cada garrafa de Cedilla são usadas com a base alcoólica da cachaça Leblon.

O resultado é um incrível licor frutado, adocicado e com notas de frutas vermelhas, chocolate e cassis.
Provavelmente é o único destes licores que já encontramos no exterior, sendo que diversos bares do mundo já utilizam Cedilla na coquetelaria. cedilla

GABRIELA | Licor de cravo e canela

Falar de Gabriela é falar de quase todos os pequenos alambiques que tentam fazer um licor. É falar também da combinação mais comum de cachaça nesse país, misturando açúcar, cravo e canela. Como são muitas as destilarias produzindo, escolhemos a Gabriela da Coqueiro, da cidade de Parati, RJ.

Bem temperada e adocicada, é um ótimo mix de sabores para dar complexidade a um drinque. Deveria sim ser conhecida além do Brasil. Aproveite e conheça também os outros licores que eles produzem. licores brasileiros

XIBOQUINHA | Licor de mel, limão cravo e canela 

A bebida foi criada em 1952 pelo alemão Hans Wolfgang Mehster, que morava na cidade de Itápolis, interior de São Paulo. A pergunta mais importante aqui é, porque Xiboquinha? Simples. A bebida original era alemã, mas impronunciável por aqui; “Schepöken”, a tradução ficou bem melhor, claro.

licores brasileiros

É uma aguardente composta feita à base de destilado de cana, mistura mel, limão, gengibre, cravo e canela, em uma receita secreta. Na última década, impulsionada por um movimento forró que tivemos por aqui, o consumo e visibilidade do produto cresceu.
É um produto simples e popular, mas não devemos desmerecê-lo. Até porque, lá fora, cada país possui também uma bebida popular e mais barata e muitos estão sim nos bares.

 

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