Swizzle Stick é um acessório de bar tão interessante quanto importante que você vai se surpreender!

O Swizzle é um utensílio para misturar coquetéis montados feito a partir do ramo da árvore chamada Quararibea turbinatafacilmente encontrada no Caribe em locais como Antigua, Barbados, Dominica, Grenada, Guadalupe, Martinica, Porto Rico entre outros.

Mas Swizzle também é o método utilizado em drinques sours onde rum (mas também outros destilados) são agitados com gelo britado e licores, sucos e bitters.

De acordo com um dos maiores conhecedores no assunto, Stephen Visakay, “a origem do swizzle stick pode ser rastreada até sua primeira aparição em plantações de açúcar nas Índias Ocidentais em 1600 como um pequeno ramo usado para agitar um refrescante coquetel não-alcoólico chamado “Switchel“, à base de água, vinagre, temperos, melado e gengibre.

A primeira menção impressa do swizzle vem de 1788 no “A Classical Dictionary of Vulgar Tongue” (Um Dicionário Clássico de Língua Vulgar”), mas o bastão parece ter sido pré-datado por pelo menos um século, remontando às origens com escravos chegando às Índias Ocidentais da África.

Parece que daí para frente não deixamos de usá-lo para várias finalidades. A Rainha Victoria, do Reino Unido, costumava usar um swizzle para agitar o seu champagne e eliminar as borbulhas, pois causava mal estar nela.

Depois, nos anos 20, surgiram os swizzles de vidro e logo na sequência os de resina sintética chamada baquelite, que se transformou numa febre de colecionadores.

David Embury afirma em seu clássico Fine Art of Mixing Drinks, de 1948 que “o Swizzle original é naturalmente feito com rum – rum da Jamaica. Como qualquer outro coquetel do estilo sour porém, pode ser feito com qualquer outro destilado se desejado. Licores podem ser substituídos por xarope de açúcar, obviamente. Há também quem goste de fazer swizzle em coquetéis aromáticos, com whiskey e vermute por exemplo. Isto é, por sua vez, um Manhattan Swizzle. Poucas pitadas de bitters darão personalidade à qualquer Swizzle seja sour ou aromático.” conclui a lenda Embury.

O site americano Punch compartihou em 2016 uma matéria sobre a onda dos swizzle de plástico, que ainda bem não foi pra frente, mas serviu para mostrar uma nova roupagem mais barata e divertida do  swizzle natural. Acontece que os produzidos em plástico não tinham a ótima performance das arestas do caule natural, ou seja, serviam mais como mexedores coloridos e engraçados do que como utensílio profissional.

Os swizzles viraram uma febre tão grande que até surgiram associações e clubes do tema, como o House of Swizzle, grupos como Swizzle Stick Collectors no facebook e a International Swizzle Stick Collectors Association, dos EUA. De acordo com um associado, as pesssoas ficam vidradas e começam a colecionar sem parar. A associada com a maior coleção possui 29.000 itens diferentes!

Um dos maiores conhecedores no tema Stephen Visakay publicou em 2010 no Los Angeles Times um artigo chamado “Swizzle sticks make a new stir”, onde explica exatamente como essa onda se firmou no mercado norte-americano.

COMO USAR

Basicamente, deve-se introduzir os ramos da vareta dentro do líquido, preencher com gelo britado e arrastar a palma da mão de um lado para o outro “assim como se fazia fogo antigamente”, misture e gele o drinque.

Compartilhamos aqui um vídeo incrível que explica como utilizar a vareta do Swizzle para agitar, gelar e diluir seus coquetéis. Acompanhe abaixo.

Queen’s Park Swizzle

Na coquetelaria o drinque mais conhecido atualmente é Queens Park Swizzle, (foto abaixo) que já falamos sobre ele aqui no Mixology News. Um dos drinques mais refrescantes e com certeza uma evolução no paladar de quem gosta de Mojitos.

Além deles é possível encontrar o Bermuda Rum Swizzle e o Swizzles Cocktail, criado por Harry Craddock.

Onde Encontrar

Infelizmente ainda não temos importadores no Brasil do Swizzle, mas com a globalização podemos encomendar direto de lojas nos EUA ou Europa, como a Cocktail Kingdom, que vende à salgados US$17,99 o autêntico swizzle caribenho, também conhecido como “Le Boi Lele”.

 

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