A categoria de bitter italiano é uma das mais conhecidas na coquetelaria, mas, provavelmente você não sabia disso aqui.

Os aperitivo são momentos relaxantes após um dia de trabalho e por vez é quem te prepara para a noite que se aproxima.

O “momento aperitivo italiano” é uma tradição, apreciado tanto por jovens como pelos mais velhos e apresenta um cardápio infindável de petiscos e bebidas.

Beber antes das refeições é uma tradição antiga que ainda vive na Itália moderna. A tradição do aperitivo italiano remonta ao Império Romano e ainda é muito popular.E é neste “momento aperitivi” que os italianos se esbaldam vermutes, amaros e com os bitter italianos, bebidas compostas por um destilado neutro, botânicos como ervas, especiarias, cascas de árvores e cascas de frutas cítricas. Vamos falar mais sobre essa categoria abaixo.

Bitter Italiano não é Bitter Aromático!

Não e não! Por mais que bitter seja muito mais lembrado pelas gotinhas concentradas de amargor que pingamos nos coquetéis, esses são os conhecidos bitters não potáveis, ou ainda bitter aromático, expressão utilizada para te lembrar que não e prudente tomar uma, duas ou três doses deles numa noite.

Já o bitter italiano é reconhecido como os bitters potáveis, liberado para consumir uma quantidade maior, mas sempre, claro, com moderação. E a gente vai te explicar tudo aqui.

Mas do que é composto um “Bitter Italiano”?

Basicamente, destilado neutro, botânicos como ervas, especiarias, cascas de árvores e cascas de frutas cítricas e um corante vermelho.

Isso mesmo, corante vermelho que por muita vezes é artificial, algumas sintético e em poucos produtos natural mesmo, através da coloração de um pulgão chamado Cochonilha-do-Carmin, conhecido pela coloração Carmim, e acredite, esse é um diferencial que você deveria conhecer.

Cochonillha o quê???? 

Dactylopius coccus é o nome dele! Um insetinho que vivem em opúncias, um tipo de cato norte-americano.
Expostas e saborosas para os predadores, as cochonilhas fêmeas se defendem brilhantemente desenvolvendo ácido carmínico (vermelho vibrante) em até 26% de seu peso corporal.

Bilhões de cochonilhas (são necessárias 70 mil fêmeas para se obter apenas meio quilo de corante. Para colorir uma bola de sorvete de morango são necessários, no mínimo, 40 insetos.) são criadas em laboratórios, fervidas, (elas são mortas por imersão em água quente ou por exposição ao calor de um forno) assadas, tostadas, esmagadas, maceradas, para dar origem ao corante vermelho ou corante carmim e esse corante é classificado como “natural” – o termo “corante natural” é extensivo aos produtos obtidos de animais (!).

Modinha ou Tradição?

Quem acha que é uma modinha hype de jovens empresários barbudo e descolados está enganado.

A Cochonilha é usada há séculos para dar cor a tudo, de tecidos a cosméticos, passando por alimentos, sorvetes entre outro. Destilarias artesanais em todo o mundo utilizam o corante não só para bitters, mas licores.

Já a maior marca de bitter do mundo, Campari, optou em 2006 por não mais utilizar insetos na sua composição, considerando que com o alto volume utilizado haviam “incertezas no fornecimento do corante natural no longo prazo.”.

Fato é que se nem Jesus agradou a todos, não será o corante natural carmin. Cada vez maior, a comunidade vegana naturalmente não consome esses produtos assim como a comunidade que pratica a dieta kosher.

Por outro lado, a maioria das tinturas artificiais tem como matéria prima derivados de petróleo, que por vezes, deixa um residual de sabor desagradável na boca, ou seja, há seus prós e contras.

Estabelecida no final do século 19 e início do século 20 no norte da Itália, a tradição de aperitivos vermelhos é enorme e quase que pede que durante a tarde, se beba aperitivos escarlates e durante a noite, amaros bordô.

Se trata de um esforço caro, porém, na maioria das vezes é mais caro do que usar químicos já que estima-se serem necessárias cerca de 70 mil cochonilhas fêmeas criadas em laboratório para produzir um meio quilo de um extrato solúvel em água.

E o Brasil  produz bitter italiano bom? Bom não, ótimo!

Uma das poucas marcas nacionais a investir no universo das bebidas italianas, a Destilaria San Basile lançou em 2019 uma linha de bebidas alcoólicas, entre elas este Red Bitter, o licor Alkermes, o amaro Artichoke, amaro Stomatico, Fernet, entre outros inspirados no estilo de beber da Itália.

Com notas cítricas agudas, amargor marcante e coloração vibrante, o bitter San Basile é o resultado de anos de pesquisa e estudo para chegar ao ponto de equilíbrio. Elaborado com um mix de ervas aromáticas e tem teor alcoólico de 30% e é ideal para o preparo de Negronis, Old Pals e Boulevardiers.

E um dos diferenciais do produto é trazer a tradição italiana de tingir a bebida com ácido cármico, como se fazia no início da história italiana de aperitivos.

A própria destilaria, inspirada pela tradição familiar e cultural de Renato Chiappetta busca trazer

Aliás, é possível agendar um horário na Galleria San Basile, em SP,  para provar todos os produtos com a apresentação do embaixador da marca, Caio Bologna.

Abaixo, convidamos dois bartenders para compartilhar aqui duas receitas à base de Bitter San Basile que você pode começar se deliciando com esse vídeo produzido pela San Basile.

aprenda a receita

Boulevardier 

por Rodrigo Perdigão – OliOli Drinkeria

30 ml de Dewar’s 12 anos
30 ml de Martini Riserva Speciale Rubino
30 ml de San Basile Bitter

Em um mixing glass com cubos de gelo, coloque todos os ingredientes e mexa bem

“Um dos bons destaques no bitter San Basile é que não utiliza corante artificial e sim o natural de Cochonilha. O que chama a atenção a quem ofereço uma prova é o equilíbrio que ele possui dos elementos cítricos e de dulçor. O amargo característico dos bitters, nele permanece durante algum tempo no paladar, mesmo em receitas mais refrescantes como um Bitter Tônica simples. 

aprenda a receita

Comitente

por Stefano Minelli – Garimpo bar

35 ml bourbon
30 ml bitter San Basile
25 ml vermute Carpano Clássico
15 ml cold brew

“No momento que criei um drink com cold brew, aqui no Garimpo Bar, pensei em uma releitura do Boulevardier com um toque de café. Para buscar um sabor mais amadeirado e doce e resolvi usar o bitter da San Basile e o resultado foi excelente.”

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